Gravatas
Depois de sucessivos escaldões nas orelhas derivado aos inúmeros comentários maliciosos e críticos sobre os nós das minhas gravatas, (já não chegava aos meus fatos, sempre fashions e na moda) decidi dar a mão à palmatória e recorrer ao Ancião do Século XXI, esse poço cheio da mais pura sabedoria, esse ancião chamado Internet. Questionei-lhe primeiro qual seria a previsão meteorológica para o dia seguinte, e aproveitando a “embalagem” pedi-lhe que me ensinasse a fazer um novo nó de gravata. Há falta de um, consegui uma dúzia deles, destacando-se três ou quatro nomes que fixei, pela insistência dos nomes pelo Ancião do Século XXI. Entre Windsor Knots, Half Windsor Knots, Normal Knots e French Knots, lá dediquei alguns minutes da minha vida em frente ao espelho com a gravata ao pescoço, ou pelo menos tentava. Como li uma vez, a solidão é o canal aberto para o pensamento, lá comecei a pensar no significado, e principalmente na serventia daquele bocado de trapo atado ao pescoço. Vieram-me inúmeras teses á cabeça enquanto ia insistindo no Nó Inglês.
Recorrendo ao quotidiano, deixo aqui uma pequena amostra das teses com que me deparei :
- Coleira Vs Gravata
A coleira é sinónimo de que um cão tem dono. Em alguns casos a coleira tem o nome do dono, contactos, e inúmeras informações sobre o seu utilizador, vulgo Cão. Com a gravata ao pescoço, pensei se eu também teria um dono, já que uso a gravata no trabalho e/ou em casamentos. A tese do dono faria algum sentido, no trabalho o meu dono acaba por ser o patrão, e num casamento, fazendo a analogia com um cachorro sem coleira fugindo da carroça, poder-se-ia dizer que estaria a dar a entender que tenho dono, e por isso o casamento não me apanharia. Esta tese foi contrariada quando procurei informações na gravata. Encontrei uma etiqueta que dizia “Made in Italy” e os meus pais nunca foram a Itália.
- Forca Vs Gravata
Outra das teses sobre o surgimento da gravata no mundo quotidiano, seria que algum condenado foragido à pena de morte, estaria a passar pela cidade ainda com a forca e corda cortada, alguém lhe terá dito “Essa corda ao pescoço fica-te a matar, era homem para usar também, mas não tenho aqui nenhuma” nisto rasga a manga da camisa ao estilo S.Martinho e dá um nó ao pescoço. Como o ser humano não pode ver nada, rapidamente se tornaria uma moda. Nesta altura o nó da moda seria o Nó de Forca.
- Importância da Marinha Vs Gravata
Considerando que o Mundo estaria em franca expansão em plena época dos Descobrimentos, a moda da gravata seria levada de continente em continente por portugueses e galegos. Dadas as longas viagens e com a falta de ocupação dos marinheiros, rapidamente os nós utilizados na marinha passariam a ser aplicados na moda da gravata. Aqui os nós adoptados seriam provavelmente o Nó Fiel, o Cunho ou até o Anete
- Tendências Gay Vs Gravata
Um homem que usa gravata não deixa de ter comportamentos Gay ou no minimo tradicionalmente femininos, senão vejamos:
Uma mulher tem por hábito conjugar as cores da mala com a dos sapatos e cinto, não descuidando os restantes adereços. Uma mulher todas as manhãs pensa, em que mala vai levar porque no dia seguinte quer levar uns Jeans. Ora a gravata entra no mundo masculino para começarmos a ter este tipo de hábitos. Vamos ter que conjugar a cor e padrão da gravata com as cores e padrão do fato. Se amanhã levamos fato escuro vamos ter de levar outra gravata, mas não estou nos meus dias, não vou levar uma muito colorida. Concluí que o inventor da gravata seria uma mulher. Por outro lado, o número de mulheres a usar gravata é muito reduzido sendo que dessas, 99% seriam mulheres fardadas.
Sedento de cultura geral, e já dominando inúmeros nós de gravata (amanhã vão ver, apareço já com um Windsor Knot) fiz nova questão ao Ancião do Século XXI, vulgo Internet, Net para os amigos mais chegados. E não precisam de me agradecer pela informação que vos passo de seguida :
A gravata não teve inventor. É verdade ! A gravata ou o que se parecia com uma, surgiu no antigo Egipto onde os homens cobriam o pescoço com um pedaço de roupa para marcar a sua posição social. Esta moda era notada também na China através do Imperador Shi Huang Ti, visível ainda nas suas estatuas, e também no Império Romano. Mas o verdadeiro conceito de gravata e origem do nome, surge na Europa em pleno Séc. XVII quando Louis XIV notou que os soldados Croatas usavam o pescoço coberto a que lhe davam o nome “CROATTA”, Louis XVII terá repetido CRAVATTE e ficou.
É no Séc. XIX que com os diversos valores e diferentes culturas, a gravata é colocada como simbolo de status e diferenciador de classe social, introduzidas cores e definido o corte em bico pela mão de Jessie Langsdorf de New York. Sim porque até aqui, tratavam-se de meras tiras de tecido enroladas ao pescoço.
No ínicio do século XX um grupo de feministas e porque as mulheres nunca querem ficar atrás, decidem que as mulheres também devem usar gravata, ou que pelo menos deveriam ter direito ao seu uso. Conquistam esse direito mas nunca teve muito sucesso.
Após a Segunda Grande Guerra, o mundo das gravatas sofre uma revolução e são estampados diversos padrões e imagens. Entre os anos 70 e 80 Marilyn Monroe aparece estampada em gravatas. E entre os anos 80 e 90 é onde as gravatas assumem as formas e padrões definitivos utilizados nos dias de hoje !
Resumindo : Com tanta tese e informação posso concluir que a gravata não passa de um bocado de trapo inútil mas que fica sempre bem e continua a abrir muitas portas !
Recorrendo ao quotidiano, deixo aqui uma pequena amostra das teses com que me deparei :
- Coleira Vs Gravata
A coleira é sinónimo de que um cão tem dono. Em alguns casos a coleira tem o nome do dono, contactos, e inúmeras informações sobre o seu utilizador, vulgo Cão. Com a gravata ao pescoço, pensei se eu também teria um dono, já que uso a gravata no trabalho e/ou em casamentos. A tese do dono faria algum sentido, no trabalho o meu dono acaba por ser o patrão, e num casamento, fazendo a analogia com um cachorro sem coleira fugindo da carroça, poder-se-ia dizer que estaria a dar a entender que tenho dono, e por isso o casamento não me apanharia. Esta tese foi contrariada quando procurei informações na gravata. Encontrei uma etiqueta que dizia “Made in Italy” e os meus pais nunca foram a Itália.
- Forca Vs Gravata
Outra das teses sobre o surgimento da gravata no mundo quotidiano, seria que algum condenado foragido à pena de morte, estaria a passar pela cidade ainda com a forca e corda cortada, alguém lhe terá dito “Essa corda ao pescoço fica-te a matar, era homem para usar também, mas não tenho aqui nenhuma” nisto rasga a manga da camisa ao estilo S.Martinho e dá um nó ao pescoço. Como o ser humano não pode ver nada, rapidamente se tornaria uma moda. Nesta altura o nó da moda seria o Nó de Forca.
- Importância da Marinha Vs Gravata
Considerando que o Mundo estaria em franca expansão em plena época dos Descobrimentos, a moda da gravata seria levada de continente em continente por portugueses e galegos. Dadas as longas viagens e com a falta de ocupação dos marinheiros, rapidamente os nós utilizados na marinha passariam a ser aplicados na moda da gravata. Aqui os nós adoptados seriam provavelmente o Nó Fiel, o Cunho ou até o Anete
- Tendências Gay Vs Gravata
Um homem que usa gravata não deixa de ter comportamentos Gay ou no minimo tradicionalmente femininos, senão vejamos:
Uma mulher tem por hábito conjugar as cores da mala com a dos sapatos e cinto, não descuidando os restantes adereços. Uma mulher todas as manhãs pensa, em que mala vai levar porque no dia seguinte quer levar uns Jeans. Ora a gravata entra no mundo masculino para começarmos a ter este tipo de hábitos. Vamos ter que conjugar a cor e padrão da gravata com as cores e padrão do fato. Se amanhã levamos fato escuro vamos ter de levar outra gravata, mas não estou nos meus dias, não vou levar uma muito colorida. Concluí que o inventor da gravata seria uma mulher. Por outro lado, o número de mulheres a usar gravata é muito reduzido sendo que dessas, 99% seriam mulheres fardadas.
Sedento de cultura geral, e já dominando inúmeros nós de gravata (amanhã vão ver, apareço já com um Windsor Knot) fiz nova questão ao Ancião do Século XXI, vulgo Internet, Net para os amigos mais chegados. E não precisam de me agradecer pela informação que vos passo de seguida :
A gravata não teve inventor. É verdade ! A gravata ou o que se parecia com uma, surgiu no antigo Egipto onde os homens cobriam o pescoço com um pedaço de roupa para marcar a sua posição social. Esta moda era notada também na China através do Imperador Shi Huang Ti, visível ainda nas suas estatuas, e também no Império Romano. Mas o verdadeiro conceito de gravata e origem do nome, surge na Europa em pleno Séc. XVII quando Louis XIV notou que os soldados Croatas usavam o pescoço coberto a que lhe davam o nome “CROATTA”, Louis XVII terá repetido CRAVATTE e ficou.
É no Séc. XIX que com os diversos valores e diferentes culturas, a gravata é colocada como simbolo de status e diferenciador de classe social, introduzidas cores e definido o corte em bico pela mão de Jessie Langsdorf de New York. Sim porque até aqui, tratavam-se de meras tiras de tecido enroladas ao pescoço.
No ínicio do século XX um grupo de feministas e porque as mulheres nunca querem ficar atrás, decidem que as mulheres também devem usar gravata, ou que pelo menos deveriam ter direito ao seu uso. Conquistam esse direito mas nunca teve muito sucesso.
Após a Segunda Grande Guerra, o mundo das gravatas sofre uma revolução e são estampados diversos padrões e imagens. Entre os anos 70 e 80 Marilyn Monroe aparece estampada em gravatas. E entre os anos 80 e 90 é onde as gravatas assumem as formas e padrões definitivos utilizados nos dias de hoje !
Resumindo : Com tanta tese e informação posso concluir que a gravata não passa de um bocado de trapo inútil mas que fica sempre bem e continua a abrir muitas portas !


