Sunday, March 26, 2006

Como tudo começou ! Mais um ano de vida !

Estamos em 1980 é quarta-feira, 26 de Março.
Da janela, vemos lá fora carros como Renault’s 5 Laureat, Fiat’s 127 e Datsum’s 1200 que inundam as ruas de Lisboa e estão agora nos tops de vendas !
Ainda se fala do Festival da canção, apresentado no passado dia 7 por Ana Zanatti e Eládio Climaco (sim ele já apresentava o Festival da canção. Ainda não havia os jogos sem fronteiras !!) onde José Cid com o tema “um grande grande amor” derrotou as Doce que viriam a conquistar um honroso 2º lugar. José Cid na Europa, viria a desiludir tudo e todos conseguindo 80 pontos na Eurovisão, quando a pontação esperada, seria apenas os 3 pontos da prache atribuidos por Espanha ao país vizinho (Mas não, este animal conseguiu 80 pontos ).

Pouco mais passa da meia noite, o céu está limpo e quase não se ouve barulho, está uma noite sossegada na freguesia de S.Sebastião da Pedreira !
O silêncio da noite é esmagado com o som do movimento do relógio de parede que marca agora 00h15 minutos e segue-se o choro forte de um bebé recém nascido ! Havia nascido alguém, que anos mais tarde viria a ser vosso amigo !!! Eis que começa a vida e história de Rui Reis futuro herdeiro do Principato do Mónaco e que virá a ser um dos homens mais ricos de Portugal, logo logo a seguir ao José Alberto, o meu vizinho do 5º Andar. (São alguns dos meus objectivos pessoais ).

No dia em que comemora 26 anos, ou seja, hoje, acreditando que nem os meus pais nem os senhores do registo civil se enganaram, pouco, há para dizer sobre este homem, vulgo, eu.
É pouco inteligente.
É pouco esperto.
É pouco bonito.
É pouco rico.
Tem um carro pouco forte e pouco bom e já agora pouco bonito.
É pouco normal.
Tem pouca imaginação.
É pouco dado.
É pouco simpático
E pouco mais.....

Para quem me desejou os Parabéns um muito obrigado ! Para quem não se lembrou, estão muita fodid..... s!

Tuesday, February 28, 2006

Lisboa invadida por grupo terrorista árabe

Fotos exclusivas do grupo terrorista árabe que passou por Lisboa na noite de véspera de Carnaval de 2006. O grupo liderado por Al Iur Sier e Al Iur Avlis fez diversas tentativas de rapto a grupos de jovens !
Nem a Marlin Monroe escapou !

Thursday, February 23, 2006

Crónica de viagem ao Norte da Europa

No rescaldo de mais uma viagem a titulo profissional, venho até vós com mais uma emocionante crónica. Para minha surpresa a viagem de ida corria impressionantemente bem ate ao momento em que desembarquei em Zurich. Não havia ninguém em classe executiva o que fez com que eu fosse a primeira pessoa a sair do avião. Ar confiante e peito cheio assim caminhava eu pela manga de desembarque, até que a manga termina e chego a uma ampla e deserta galeria. Primeiro obstaculo, primeiro dilema. Á esquerda uma espécie de metropolitano, em frente umas escadas seguidas de muitas portas de embarque. No plasma procuro o voo para Hamburg. Não existe. Faço aquele ar de executivo a mexer no telefone quando na realidade apenas aguardo pelo resto dos passageiros. Não demoram e ao e bem ao estilo da estação do metro de entrecampos, entram todos dentro daquilo se assemelha a um pequeno metropolitano. Já eu adopto um estilo diferente, o estilo ovelha, e sigo o rebanho. Depois de 5 minutos de metro, chego a acreditar que estou no centro da cidade, mas na verdade sou levado para uma nova galeria, agora cheia de gente. Aproveito para procurar o terminal 2, quando só existia o A,B,C e D. Depois de 30 min lá encontro um único balcão de informações e digo. “Hi, I guess I'm lost. Where can I get my plain?” Bastante simpática a loira de corpo escultural, lá me indicou a minha porta de embarque dizendo que ainda era cedo. Acredito que o tenha dito para que eu ficasse na conversa com ela.....ou então não...! Nada a salientar durante o voo ou viagem ate ao hotel perdido no meio do mato, algures em Flensburg, Germany.
2º Dia
Manhã para descansar, tarde para trabalhos. Na conversa com o espanhol, nenhum de nos se lembrou de almoçar, quero ir passar uns dias a Malaga......a noite ficou destinada para sensações do hockey em gelo. Eu, um espanhol, um italiano e uma porto riquenha tivemos a prova viva que temos muita queda para a patinagem. Pelo menos passamos uma boa meia hora sempre no chão.
Jantar, a vingança dos Ibéricos!!!
3º Dia
Trabalhos pela madrugada e viagem para Hamburg para almoço.
Restaurante escolhido pela Alemã, a escolha recai no Movenpick, diz que é fino e bom. O Suíço concorda os Ibéricos aceitam. Na hora de escolher o menu todos olham com muita atenção, apesar do menu estar apenas em alemão e nem o tuga nem o galego perceberem um boi. O galego não da parte fraca o tuga muito menos. Eu no papel de tuga chego-me a frente com a habitual pergunta. “What do you suggest?”
O Suiço recomenda um “Beef Tatar Classic”, como bom tuga que sou, ainda que ignorante, um bife é carne logo é bom ! O Galego apronta-se a dizer que também quer !!
5 minutos de espera chega o prato ! Mau aspecto, algo nojento, bastante semelhante com um hamburguer do MacDonalds mas crú. Misturado com pão a coisa passa até que a meio da refeição o Suiço explica que a carne está de facto crua !!! Chega a dar o exemplo de um episódio do Mr.Bean que pede um Beef Tatar sem saber o que é, que esconde a comida em todos os sitios possíveis ! E que boa ideia que ele deu !! (Espero que ainda não tenham levantado as almofadas dos sofás).
No fim, a conta do almoço ficou por conta do Suíço que se prontificou a pagar ! Um gajo porreiro ! Já no avião a viagem corre sem problemas de maior tirando as famosas nortadas dos Alpes, em tudo parecidas à Montanha Russa da Feira Popular.
Assim se passaram 3 dias sozinho na Europa do Norte.

Wednesday, February 08, 2006

Grande Clássico do Cinema Português !!!


Quem não se lembra de ouvir falar deste clássico do cinema português ?

"A Fuga do Berbigão para a Costa da Caparica !"

A história de um corajoso molusco que decide enfrentar tudo e todos em prol do seu sonho, ser Drag Queen numa discoteca da Margem Sul !!!
Nomeado em 1987 para os óscares de melhor molusco, melhor fotografia e melhor filme, vê escapar o último óscar para Platoon - Os Bravos do Pelotão (Arnold Kopelson).
Não deixe de ver este emocionante filme com John Travolta no papel de Berbigão revoltado !
Já em DVD

O Regresso da Açorda !



Desleixo ? Descuido ? Preguiça ? Falta de tempo ? Falta de vontade ? Esquecimento ?

Nada explica ou justifica a ausência de 2 meses na Açorda !!!!

Justificações à parte e com as teias de aranha eliminadas, a Açorda volta a ter voz e imagem !!!

Friday, December 02, 2005

Coelhos de outrora

Com muito trabalho, consegui ter acesso a uma foto daquilo a que se parece assemelhar a um coelho dos anos 70.


Wednesday, November 23, 2005

Gravatas

Depois de sucessivos escaldões nas orelhas derivado aos inúmeros comentários maliciosos e críticos sobre os nós das minhas gravatas, (já não chegava aos meus fatos, sempre fashions e na moda) decidi dar a mão à palmatória e recorrer ao Ancião do Século XXI, esse poço cheio da mais pura sabedoria, esse ancião chamado Internet. Questionei-lhe primeiro qual seria a previsão meteorológica para o dia seguinte, e aproveitando a “embalagem” pedi-lhe que me ensinasse a fazer um novo nó de gravata. Há falta de um, consegui uma dúzia deles, destacando-se três ou quatro nomes que fixei, pela insistência dos nomes pelo Ancião do Século XXI. Entre Windsor Knots, Half Windsor Knots, Normal Knots e French Knots, lá dediquei alguns minutes da minha vida em frente ao espelho com a gravata ao pescoço, ou pelo menos tentava. Como li uma vez, a solidão é o canal aberto para o pensamento, lá comecei a pensar no significado, e principalmente na serventia daquele bocado de trapo atado ao pescoço. Vieram-me inúmeras teses á cabeça enquanto ia insistindo no Nó Inglês.
Recorrendo ao quotidiano, deixo aqui uma pequena amostra das teses com que me deparei :

- Coleira Vs Gravata
A coleira é sinónimo de que um cão tem dono. Em alguns casos a coleira tem o nome do dono, contactos, e inúmeras informações sobre o seu utilizador, vulgo Cão. Com a gravata ao pescoço, pensei se eu também teria um dono, já que uso a gravata no trabalho e/ou em casamentos. A tese do dono faria algum sentido, no trabalho o meu dono acaba por ser o patrão, e num casamento, fazendo a analogia com um cachorro sem coleira fugindo da carroça, poder-se-ia dizer que estaria a dar a entender que tenho dono, e por isso o casamento não me apanharia. Esta tese foi contrariada quando procurei informações na gravata. Encontrei uma etiqueta que dizia “Made in Italy” e os meus pais nunca foram a Itália.

- Forca Vs Gravata
Outra das teses sobre o surgimento da gravata no mundo quotidiano, seria que algum condenado foragido à pena de morte, estaria a passar pela cidade ainda com a forca e corda cortada, alguém lhe terá dito “Essa corda ao pescoço fica-te a matar, era homem para usar também, mas não tenho aqui nenhuma” nisto rasga a manga da camisa ao estilo S.Martinho e dá um nó ao pescoço. Como o ser humano não pode ver nada, rapidamente se tornaria uma moda. Nesta altura o nó da moda seria o Nó de Forca.

- Importância da Marinha Vs Gravata
Considerando que o Mundo estaria em franca expansão em plena época dos Descobrimentos, a moda da gravata seria levada de continente em continente por portugueses e galegos. Dadas as longas viagens e com a falta de ocupação dos marinheiros, rapidamente os nós utilizados na marinha passariam a ser aplicados na moda da gravata. Aqui os nós adoptados seriam provavelmente o Nó Fiel, o Cunho ou até o Anete

- Tendências Gay Vs Gravata
Um homem que usa gravata não deixa de ter comportamentos Gay ou no minimo tradicionalmente femininos, senão vejamos:
Uma mulher tem por hábito conjugar as cores da mala com a dos sapatos e cinto, não descuidando os restantes adereços. Uma mulher todas as manhãs pensa, em que mala vai levar porque no dia seguinte quer levar uns Jeans. Ora a gravata entra no mundo masculino para começarmos a ter este tipo de hábitos. Vamos ter que conjugar a cor e padrão da gravata com as cores e padrão do fato. Se amanhã levamos fato escuro vamos ter de levar outra gravata, mas não estou nos meus dias, não vou levar uma muito colorida. Concluí que o inventor da gravata seria uma mulher. Por outro lado, o número de mulheres a usar gravata é muito reduzido sendo que dessas, 99% seriam mulheres fardadas.

Sedento de cultura geral, e já dominando inúmeros nós de gravata (amanhã vão ver, apareço já com um Windsor Knot) fiz nova questão ao Ancião do Século XXI, vulgo Internet, Net para os amigos mais chegados. E não precisam de me agradecer pela informação que vos passo de seguida :

A gravata não teve inventor. É verdade ! A gravata ou o que se parecia com uma, surgiu no antigo Egipto onde os homens cobriam o pescoço com um pedaço de roupa para marcar a sua posição social. Esta moda era notada também na China através do Imperador Shi Huang Ti, visível ainda nas suas estatuas, e também no Império Romano. Mas o verdadeiro conceito de gravata e origem do nome, surge na Europa em pleno Séc. XVII quando Louis XIV notou que os soldados Croatas usavam o pescoço coberto a que lhe davam o nome “CROATTA”, Louis XVII terá repetido CRAVATTE e ficou.
É no Séc. XIX que com os diversos valores e diferentes culturas, a gravata é colocada como simbolo de status e diferenciador de classe social, introduzidas cores e definido o corte em bico pela mão de Jessie Langsdorf de New York. Sim porque até aqui, tratavam-se de meras tiras de tecido enroladas ao pescoço.
No ínicio do século XX um grupo de feministas e porque as mulheres nunca querem ficar atrás, decidem que as mulheres também devem usar gravata, ou que pelo menos deveriam ter direito ao seu uso. Conquistam esse direito mas nunca teve muito sucesso.
Após a Segunda Grande Guerra, o mundo das gravatas sofre uma revolução e são estampados diversos padrões e imagens. Entre os anos 70 e 80 Marilyn Monroe aparece estampada em gravatas. E entre os anos 80 e 90 é onde as gravatas assumem as formas e padrões definitivos utilizados nos dias de hoje !

Resumindo : Com tanta tese e informação posso concluir que a gravata não passa de um bocado de trapo inútil mas que fica sempre bem e continua a abrir muitas portas !

Monday, November 21, 2005

A vida do meu gato

Ao fim de um Fim de semana passado na companhia de um gato que outrora terá sido meu, pelo menos durante uma semana.

Tudo começou quando a minha mãe ouviu uns miados na rua em plena cidade de Lisboa. Toda a gente sabe que miados na cidade são obra de ratazanas super inteligentes do tamanho de porcos que se deslocam sobre as patas traseiras e vestem robes bordeaux, para atrair cães vádios e fazerem dos pobres cães suas refeições. A revista “Super Interessante” já fez uma visão futurista do desenvolvimento destas ratazanas, que com o tempo passarão a ganir para atrair crianças, depois vão chorar para atrair adultos, acabando por dominar o mundo !!! O culminar desta evolução dar-se-á quando as ratazanas dos robes ocuparem apartamentos em condomínios fechados. Mas desta vez e consciente de todos os riscos que corria, a minha mãe investigou e deparou-se com um lindo gato preto, tratara-se de um gatinho abandonado pela mãe, (algum defeito ele havia de ter se nem a mãe o queria). Trazido pela mão da minha mãe este bicho chega até à minha casa onde é alvo de dois ou três banhos intensos e uma desparasitação, tornando-se amarelado. Preocupado se a agua oxigenada estaria na origem desta nova tonalidade, só descansei quando o veterinário garantiu que esta sim era a verdadeira cor do animal, não se tratando então de uma descoloração.
Acho que ficou mais feio, mas nem por isso menos parvo.
Este gatinho chamado daqui em diante por GATO, único nome que me consegui lembrar, enquanto a intensa pressão por parte da minha mãe e irmã no sentido de baptizar o animal. (Bloqueio com facilidade quando pressionado).
Agindo com os seus actos tresloucados e meio suicidas este gatachorro, sim este gatachorro, porque nada me tira da cabeça que este gato não tenha genes de cão. É a única justificação para as diversas lambidelas, a língua de fora e o seguir-me para todo o lado.
Com o passar do tempo evidenciam-se os genes, deparando-me inúmeras vezes com este gatachorro a ver televisão sentado com a língua de fora e a cheirar toda e qualquer coisa. De dia para dia, mais se parecia com um cachorro, mordendo-me com convicção ao invés de me arranhar. Aliás como ele fez questão de deixar bem esclarecido isso de arranhar era para gatinhos e gatinhas e ele era um gatachorro. O gatachorro Gato, via-se que gostava de mim, especialmente daquela vez em que dei com ele em cima da mesa a ronronar. Vibrava como nunca tinha visto um gato vibrar, tanta era a vibração que chegava a deslocar-se sem se mexer. Mais tarde tinha duas chamadas anónimas no meu telemóvel que estava em cima da mesa.
Este gatachorro cresceu e precisava de adrenalina na veia para se sentir realizado e até quem sabe encontrar a sua gatachorra. Troca o apartamento com vista sobre o Tejo e muda-se de unhas e bigodes para o litoral alentejano.
A ambientação correu da melhor maneira, idolatrando o “Gato das Botas Altas” no Inverno e o “Gato Maltês” este gatachorro continuava a viver com as patas cheias de lama no Inverno e o Verão sem tocar piano nos bailaricos veraneantes tradicionalmente alentejanos.

Algum tempo passou e o gatachorro cresceu e tornou-se num vigoroso Gatacão. Um Gatacão com forma de gato e tamanho de cão e com uma genética a resvalar fortemente para o lado canídeo. Nesta altura adopta o nome João, e já dá a pata e finge de morto. Ou pelo menos fingiu. Recordo aquele episódio quando eu estava descansado a ver televisão, enquanto o Gatacão João, escava vivamente pelas muitas almofadas a que eu estava encostado. Escavou, escavou, escavou até que desapareceu por completo, por debaixo das almofadas. Alguns minutos depois e estranhando o silêncio e calmaria que naquela sala se fazia sentir, e aproveitando o intervalo no filme, levantei todas as almofadas do sofá, onde deparo com um gato amarelado, de olhos fechados, barriga para cima e pernas esticadas. Passo-lhe a mão pelo pêlo e não há reacção. Toco-lhe e nada. Empurro-o e ele rebola hirte sem se mexer. Por esta altura a minha irmã entrava em pânico a gritar que eu havia matado o gato. Eu também !... Até que o João, estica-se, levanta-se e vai comer. Estou ainda para perceber se estaria hipnotizado com algum anuncio da Kit Kat ou se simplesmente estaria a gozar comigo. Se o estava, fê-lo com sucesso !
Nem só de glórias é feita a história deste gatacão chamado João, houve mesmo uma altura em que deixou de ser um gatacão para passar a ser um autêntico Cagatão. Tudo porque se terá atirado à comida de cão, (mais uma vez influência dos genes) que lhe haviam dado a volta à tripa, fazendo notar a sua presença por todos os cantos. Felizmente com uma breve passagem pelo veterinário de serviço e umas quantas colheres de antibiótico tudo se resolveu pelo melhor.
Hoje este Gatacão sai todas as noites, fazendo-se passear por terras de ninguém em busca da Gatadela da sua vida !